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ISBN
978-987-22746-2-7



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Tema Libre
Adaptações Cardíacas em Jogadoras de Rugby
 

Joaquim Castanheira; Carina Santos; João Figueiredo; Jorge Conde

Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.
Coimbra, Portugal.


Resumen
Introdução: A exposição contínua a um exercício físico intenso como o rugby desencadeia inúmeras alterações morfológicas, fisiológicas e funcionais que fazem deste grupo de atletas uma apelativa amostra de estudo.
Objectivos: Estudar por ecocardiografia. as adaptações cardíacas presentes em jogadoras de rugby.
Material e Métodos:
A amostra para estudo foi composta por 12 jogadoras de rugby da 1ª divisão e por um grupo de controlo composto por 12 jovens sedentárias. As atletas jogavam há pelo menos 2 anos. Foi realizado um ecocardiograma de repouso de acordo com as normas da ASE.
Resultados: A prática de rugby provocou alterações significativas dos valores médios do DDVE (p= 0,006) e DSVE (p=0,003) bem como um aumento significativo dos valores médios da MVE (p=0,006), IMVE (p=0,005) e do VS (p=0,018). Quanto à posição que as atletas ocupam na equipa, verificou-se que os “pilares” apresentaram valores médios significativamente superiores para o diâmetro da AE, espessura da PPVEs, MVE, relação E/E’ do septo, relação E/E’ da parede lateral, VS e DC em relação às atletas que ocupam a posição de ponta.
Discussão: São vários os estudos com recurso à ecocardiografia que têm vindo a demonstrar as adaptações cardíacas desenvolvidas pela prática de rugby de alta competição. No entanto, os trabalhos realizados em atletas do sexo feminino são escassos. Relativamente às variáveis por nós estudadas, verifica-se a existência de concordância com os resultados encontrados por outros autores, com excepção dos valores referentes às espessuras do SIV e da PPVE em diástole bem como em relação à velocidade da onda A’ medida por TDI e do DC .
Conclusão: Verificámos com o nosso estudo, a existência de adaptações cardíacas provocadas pela prática de rugby de alta competição em atletas do sexo feminino. Essas alterações são significativas para os valores médios de algumas das variáveis que foram estudados em relação a um grupo de controlo.

 

Introdução
O rugby é um jogo fisicamente exigente ao nível da força, habilidade e velocidade, dominado por curtos períodos de exercício de alta intensidade (como a corrida ou luta), intercalados por períodos de mais baixa intensidade (como caminhar ou correr) [2,3]. A massa muscular e a força são características fundamentais para os jogadores de rugby [4].

Dada a actividade física característica deste desporto, os seus praticantes fazem parte de um grupo sujeito a uma intensa exposição ao exercício físico, o que acarreta inúmeras alterações morfológicas, fisiológicas e funcionais [5,6].

Muitos têm sido os estudos publicados, tanto transversais como longitudinais, sobre o desempenho de atletas de diferentes modalidades. Estes estudos têm demonstrando que as adaptações estruturais e funcionais do sistema cardiovascular variam conforme o tipo, a duração e a intensidade do treino [7,8], bem como da modalidade que é praticada [7].

Um desporto dinâmico, que é realizado predominantemente com uma intensidade de 60-70% do consumo máximo de oxigénio provoca um aumento constante na utilização do oxigénio pelo sistema muscular periférico. A redução da resistência vascular arterial local e o aumento do fluxo venoso leva a uma redução da pós-carga e a um aumento da pré-carga ao coração. Sob estas condições, o enchimento diastólico e o esvaziamento sistólico são aumentados, provocando assim um volume de ejecção superior e consequentemente um aumento do débito cardíaco (DC). O contínuo aumento da intensidade do exercício e a necessidade de oxigénio por parte dos grupos musculares, induz uma redução do tónus vagal e da activação do sistema nervoso simpático. Estas alterações irão produzir um aumento da frequência cardíaca (FC) e da contracção miocárdica [7,9].

As adaptações encontradas a nível cardiovascular em atletas ocorrem tanto a nível central como periférico. Inicialmente, assiste-se a uma diminuição da frequência cardíaca, tanto em repouso como em esforço, aumento das dimensões cardíacas e aumento de espessura das paredes do ventrículo esquerdo (VE) [5]. Outros factores que influenciam, as dimensões do VE, incluem o desempenho da resistência aeróbia, dados antropométricos do atleta e factores específicos do desporto praticado [12]. Estas adaptações funcionais e estruturais do coração geralmente acontecem quando o exercício muscular dinâmico tem uma duração superior a 5 horas semanais e há uma interacção de mais de 1/6 da massa muscular esquelética total, podendo ser demonstrado em diferentes estudos realizados a atletas com carga desportiva de alta intensidade a existência de diferentes tipos de hipertrofia miocárdica [1,6,7,9,10, 11,12,13].


Material e Métodos
A amostra deste estudo foi constituída por 12 jogadoras de rugby da primeira divisão nacional (7 pilares e 5 pontas) e por um grupo de controlo constituído por 12 jovens voluntárias sem prática desportiva. Como critérios de inclusão determinou-se uma prática mínima de 2 anos em rugby de alta competição, ausência de patologia cardíaca conhecida e valores de tensão arterial normais.

Todos os indivíduos da amostra realizaram ecocardiograma de acordo com as normas da sociedade americana de ecocardiografia. Os exames foram todos realizados pelo mesmo operador num ecocardiógrafo Vivid 3 GE Healthcare.

Ao grupo experimental foi ainda realizado um questionário individual com a finalidade de obter informações acerca dos anos de prática de rugby, o nº de horas de prática por semana (incluindo o tempo de jogo) e a posição ocupada em campo. Todos os participantes foram informados e esclarecidos quanto ao interesse do estudo e da sua participação, sendo-lhes garantido o anonimato e a confidencialidade dos dados.

Os dados recolhidos foram posteriormente tratados no programa estatístico SPSS 19 sendo aplicados o Teste t-student para amostras independentes e emparelhadas, e o teste T de Wilcoxon. A análise estatística foi realizada com base num nível de significância de α= 0,05, com um intervalo de confiança de 95%.

A massa do ventrículo esquerdo foi calculada através da fórmula proposta por Devereux LV mass = 0,8 [1,04 (SIVd + VEd + PPd) 3 x (VEd) 3] + 0,6 (g) [15]. O índice de massa do ventrículo esquerdo (IMVE) foi obtido pela divisão da massa VE pelo valor da superfície corporal (SC). O índice de TEI foi definido por: (TRIV + TCIV) / TE (ms).

O cálculo da espessura relativa da parede do VE foi obtido através da fórmula: (PPd + SIVd) / VEd. O volume sistólico foi calculado pela fórmula: VS= VTI x (0,785 x CVSE)2. A fracção de ejecção foi calculada pelo método de Teichholz (V= (7 / (2,4+D)) x D3) [14].


Resultados
Na Tabela 1 apresentam-se as características principais dos dois grupos constituintes da amostra.

Tabela 1. Caracterização da amostra


Verifica-se que em todas as variáveis estudadas (idade, peso, altura e SC) foi o grupo de atletas que apresentou valores médios superiores. No entanto não há diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (p ≥ 0,05).

Inicialmente pretendeu estudar-se os diferentes parâmetros ecocardiográficos que caracterizam o VE. Os resultados encontram-se resumidos na Tabela 2.

Tabela 2. Parâmetros ecocardiográficos do VE


Através da análise da Tabela 2 verificamos um aumento estatisticamente significativo dos valores médios dos diâmetros diastólico (p=0,006) e sistólico do VE (p=0,003); IMVE (p=0,005) e massa do VE (p=0,006) no grupo de atletas face ao grupo de controlo. Relativamente aos restantes parâmetros estudados não foram encontradas alterações estatisticamente significativas entre os dois grupos. No entanto, 75% das atletas apresentam valores superiores em relação aos controlos para a espessura diastólica da parede posterior do VE (PPd).

Quanto às adaptações cardiovasculares provocadas pela prática de rugby na função diastólica do VE, os resultados são apresentados na Tabela 3.

Tabela 3. Estudo da Função Diastólica do VE

 

Através da análise da tabela 3, verificamos um aumento estatisticamente significativo no grupo de controlo dos valores médios da velocidade máxima da onda A do fluxo transmitral (p=0,004), do índice E/E’ do anel septal (p=0,016) e da velocidade máxima da onda A’ do anel lateral (p=0,034). Relativamente aos restantes parâmetros estudados não foram encontradas alterações estatisticamente significativas entre os dois grupos No entanto, podemos verificar que mais de 75% das atletas apresentaram valores médios inferiores do índice E/E’ relativamente ao grupo de controlo.

Em relação aos restantes parâmetros ecocardiográficos avaliados entre os dois grupos, tempo de ejecção, volume sistólico (VS), tempo de contracção isovolumétrico (TCIV), tempo de relaxamento isovolumétrico (TRIV), integral velocidade/tempo (VTI), débito cardíaco (DC), índice de TEI, dimensões da raiz da aorta (RAO), aurícula esquerda (AE) e nos gradientes aórtico (Grad.AO) e pulmonar (Grad.AP), os resultados são apresentados na
Tabela 4.

Tabela 4. Restantes parâmetros avaliados


De acordo com o observado na tabela 4, verificam-se valores médios superiores nas atletas em relação aos controlos com alterações estatisticamente significativas, para o VS (p=0,018) e o VTI (p=0,036). Porém, os restantes parâmetros ecocardiográficos apesar de não mostrarem alterações estatisticamente significativas entre os grupos, foram superiores no grupo de atletas com excepção da FC e do Grad.AP.

Por último foram estudadas as diferenças verificadas nos parâmetros ecocardiográficos consoante a posição ocupada no campo pelas jogadoras de rugby. Na Tabela 5 apresentamos os valores médios estatisticamente significativos observados.

Tabela 5. Posição ocupada pelas jogadoras no campo



Da análise da tabela 5, constata-se que as atletas de rugby que no campo ocupam a posição de “pilar” apresentam valores médios superiores e estatisticamente significativos em relação às atletas que ocupam a posição de “ponta” para a AE (p=0,042), espessura da parede posterior do VE em sistole (PPs) (p=0,011), Massa VE (p=0,045), E/E’ anel septal (p=0,007), E/E’ anel lateral (p=0,013), Volume Sistólico (p=0,001) e DC (p=0,005).


Discussão e conclusão
A prática de exercício físico intenso desencadeia inúmeras alterações morfológicas, fisiológicas e funcionais [5,6]. O principal objectivo deste estudo foi avaliar as adaptações cardíacas provocadas pela prática de rugby de alta competição em atletas do sexo feminino.

Dado que na literatura consultada os trabalhos realizados em atletas femininas são escassos, fizeram-se algumas extrapolações de resultados com base em estudos efectuados em atletas do sexo masculino.

No nosso estudo verificou-se um aumento estatisticamente significativo do valor médio dos diâmetros sistólico e diastólico do VE no grupo de atletas. Pellicia et al., [18] obtiveram resultados semelhantes em atletas dos dois sexos e praticantes de diferentes modalidades. O aumento desta cavidade pode dever-se ao alongamento do miocárdio em repouso devido ao prolongamento do tempo de enchimento cardíaco associado a bradicardia. O aumento de volume induzido pelo exercício de sobrecarga, provoca a dilatação do miocárdio e a duração do estímulo surge como um factor importante para o aumento das dimensões [1,5,6,9,10,12,13].

Em relação aos valores médios do IMVE e da massa VE observamos um aumento estatisticamente significativo também no grupo de atletas. Venckunas, et al.,[11] num estudo realizado a atletas masculinos de diferentes modalidades, também verificaram um aumento significativo dos valores médios do IMVE e Massa VE nos atletas. No entanto, Chevalier et al., [1], num estudo realizado a atletas masculinos praticantes de rugby profissional, apenas verificaram um aumento significativo dos valores médios da massa do VE. Os praticantes de rugby, dado serem submetidos a um treino físico intenso e de elevada componente isométrica impõem um aumento de carga tal ao coração que induz um aumento de espessura das paredes o que consequentemente tem reflexos no aumento da Massa do VE [10,11].

No que se refere à espessura do SIVd e da PPd não foram encontradas alterações estatisticamente significativas entre os dois grupos. Sharma et al., [10] num estudo realizado a atletas dos dois sexos, verificaram um aumento estatisticamente significativo do valor destas variáveis em atletas femininas de alta competição.

Relativamente às variáveis fracção de ejecção (FE) e fracção de encurtamento (FS) não observamos alterações estatisticamente significativas entre o grupo de atletas e o grupo de controlo. Verificamos também, que os valores médios da FE e FS se encontravam dentro dos valores normais (superiores a 50% e 30% respectivamente). Estes resultados são semelhantes aos observados por Sharma et al., [10] em atletas femininas de diferentes modalidades.

Quanto à dimensão média da AE, não verificámos alterações estatisticamente significativas entre os dois grupos de estudo. Pellicia et al. [18] e Sharma et al., [10] também não verificaram a existência de alterações dos valores da AE entre atletas e não atletas. No entanto, Pellicia et al., [18] num estudo realizado a atletas femininas praticantes de diferentes modalidades, concluem que o rugby surge como sendo um desporto influenciador da variabilidade das dimensões da AE. Esta variabilidade está relatada como sendo associada à variabilidade do tamanho do VE [18].

Verificámos também um aumento estatisticamente significativo dos valores médios do VS no grupo de atletas face aos controlos. Este aumento foi também observado nos estudos de Urhausen, A., et al. [12], mas em atletas masculinos praticantes de futebol e atletismo.

Em relação ao estudo do fluxo transmitral por doppler pulsado, verificámos um aumento estatisticamente significativo dos valores médios da velocidade máxima da onda A no grupo de controlo face ao grupo de atletas. Quanto à onda E e relação E/A não verificámos alterações estatisticamente significativas entre os dois grupos. Sharma et al., [10], num estudo com jovens desportistas de diferentes modalidades (incluindo o rugby), verificaram no grupo de atletas um aumento estatisticamente significativo de todos os parâmetros do fluxo transmitral.

Nos parâmetros obtidos por dopller tecidular (TDI), observámos um aumento estatisticamente significativo dos valores médios da relação E/E’ do anel septal e na velocidade da onda A’ do anel lateral no grupo de controlo face ao grupo de atletas. No entanto, Pelà et al., [19] num estudo realizado a futebolistas do sexo masculino de alta competição verificaram existir alterações significativas nos parâmetros medidos por TDI, com excepção da velocidade da onda A’ do anel lateral e septal.

Os valores da FC não apresentaram alterações médias estatisticamente significativas entre os dois grupos de estudo, porém, 75% das atletas apresentaram valores de FC em repouso mais baixos face ao grupo de controlo. Sharma et al., [10] num estudo realizado também em atletas femininas de rugby obtiveram resultados semelhantes.

Também não foram encontradas alterações estatisticamente significativas entre o grupo de atletas e o grupo de controlo para o DC. Estes resultados não são coincidentes com os obtidos por Sharma et al., [10] dado que estes verificaram um aumento do DC nas atletas praticantes de rugby. Tal poderá dever-se ao facto do DC ser influenciado directamente pela FC [14]. O grupo de controlo, ao apresentar FC de repouso superiores ao grupo experimental, origina valores de DC também superiores, apesar dos valores médios do VS serem significativamente inferiores.

Pretendemos também avaliar o comportamento das variáveis estudadas no grupo experimental, de acordo com a posição ocupada pelas atletas durante o jogo. Verificamos que as atletas que ocupam a posição de “pilar” apresentaram valores médios superiores e estatisticamente significativos das variáveis AE, PPs, Massa VE, E/E’ anel septal, E/E’ anel lateral, VS e DC, em relação às atletas que ocupam a posição de “ponta”. Nos restantes parâmetros avaliados, apesar de não se terem verificado alterações significativas, as atletas que ocupam a posição de “pilar” apresentaram novamente valores médios superiores. Chevalier et al., [1], num estudo efectuado a atletas masculinos de rugby, verificou que os atletas que ocupam a posição mais avançada (pilar), apenas apresentavam um aumento estatisticamente significativo nos valores médios da espessura da parede posterior do VE e do septo interventricular. Este aumento verificado nas variáveis das atletas de rugby que ocupam a posição de “pilar”, são o reflexo do aumento da massa muscular e força que é necessária para manter uma corrida rápida e constante e suportar um maior número de colisões físicas que advêm da posição mais avançada [3].

 

REFERÊNCIAS

  1. Chevalier, L., et al. Les caractéristiques électrocardiographiques et échocardiographiques du rugbyman. Bordeaux : Science & Sports, 2004, Vol. 19.
  2. Gabbett, T. J. Reductions in pre-season training loads reduce training injury rates in rugby league players. Australia : J. Sports Med, 2004, Vol. 38.
  3. Nutrition, AIS Sports. Rugby League. Australian Institute of Sport. [Online] August de 2009. [Citação: 17 de Maio de 2010.] http://www.ausport.gov.au/ais/nutrition/factsheets/sports/rugby_league.
  4. Price, Robert G. Ultimate Guide to Weight Training for Rugby (Ultimate Guide to Weight Training Rugby). s.l. : Cardinal Pub Group, 2007.
  5. Castanheira, J., et al Adaptações cardíacas em atletas: Estudo comparativo.. Coimbra : s.n., 2007.
  6. Stefani, Laura, et al Real-time evaluation of longitudinal peak systolic strain (sepckle tracking measurement) in left and right ventricles of athletes.. Italy : Cardiovascular ultrasound, 2009, Vol. 7.
  7. Huonker, M., et al. Structural and Functional Adaptations of the Cardiovascular System by Training. Physiology and Biochemistry, Germany : International Journal Sports Medicine, 1996, Vol. 17.
  8. Nakamoto, Fernanda Patti. Consequências fisiológicas do overtraining. São Paulo: s.n., 2005.
  9. Fagard, R. H Athlete's Heart: A Meta-Analysis of the Echocardiographic Experience.. Physiologu and Biochemistry, Belgium : International Journal Sports Medicine, 1996, Vol. 17.
  10. Sharma, Sanjay, et al. Physiologic Limits of Left Ventricular Hypertrophy in Elie Junior Athletes: Relevance to Differential Diagnosis of Athlete's Heart and Hypertrophic Cardiomyopathy. Left Ventricular Hypertrophy in Athletes, London and Walsall, United Kingdom; and Minneapolis, Minnesota : Journal of the American College of Cardiology, 2002, Vol. 40.
  11. Venckunas, Tomas, et al. Echocardiographic parameters in athletes of different sports. s.l. : Journal of Sports Science and Medicine, 2008, Vol. 7.
  12. Urhausen, A., et al Sports-Specific Adaptation of Left Ventricular Muscle Mass in Athlete's Heart: An Echocardiographic Study with 400 m Runners and Soccer Players.. Physiology and Biochemistry, Germany : International Journal Sports Medicine, 1996, Vol. 17.
  13. Dickhuth, H. H., et al. The Echocardiographic Determination of Volume and Muscle Mass of The Heart. Physiology and Biochemistry, Germany : International Journal Sports Medicine, 1996, Vol. 17.
  14. Silva, Carlos Eduardo, et al. O Ecocardiograma na avaliação da função ventricular. O Ecocardiograma no apoio à decisão clínica. Rio de Janeiro : Revinter, 2003.
  15. Jafary, F H. Devereux Formula for the left ventricular mass be careful to use the right units of measurement. s.l.: J Am Soc Echocardiogr, 2007, Vol. 20. 6.
  16. Dubin, Jonathan, et al. Comparative accuracy of doppler echocardiographic methods for clinical stroke volume determination. N.Y., USA : American Heart Journal, 1990, Vol. 120.
  17. Oh, Jae K., et al. Avaliação da função ventricular. Ecocardiografia - Clinica Mayo. Rio de Janeiro : Medsi, 1997, Vol. 20 (6).
  18. Pellicia, Antonio, et al. Prevalence and Clinical Significance of Left Atrial Remodeling in Competitive Athletes. Athletics and Cardiac Function, Minnesota : Journal of the American College of Cardiology, 2005, Vol. 46.
  19. Pelà, Giovanna, et al. Left and Right Ventricular Adaptation Assessed By Doppler Tissue Echocardiography in Athletes. Parma, Italy: Journal of the American Society of Echocardiography, 2004, Vol. 17 (3).

 

 

 

 

 


Publicación: Noviembre 2011

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