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ISBN
978-987-22746-2-7



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Tema Libre
Perfil Cardiovascular de Pacientes com
Hipertensão Arterial em Acompanhamento Ambulatorial
 

Rafaella Pessoa Moreira; Nirla Gomes Guedes;
Marcos Venícios de Oliveira Lopes; Tahissa Frota Cavalcante; Thelma Leite de Araújo; Larissa Castelo Guedes Martins.

Universidade Federal do Ceará.
Fortaleza, Ceará, Brasil.


Resumen
Introdução: Conhecer o perfil sociodemográfico de pessoas com hipertensão arterial (HA) possibilita a escolha de estratégias para melhorar a qualidade de vida da população e conter a ameaça mundial relacionada a esse problema de saúde pública. OBJETIVOS: Identificar o perfil sociodemográfico e a prevalência de excesso de peso e sedentarismo em pacientes portadores de HA em acompanhamento ambulatorial.
Material y métodos: Estudo transversal desenvolvido em um ambulatório de referencia para HA. Amostra aleatória composta por 218 indivíduos com HA. Dados coletados de novembro/2007 a março/2008 com fonte do tipo primária por meio de entrevista. Os valores de Índice de Massa Corporal (IMC) foram classificados segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Para avaliação da atividade física utilizou-se o questionário e a classificação sugerida pelo International Physical Activity Questionnaire - IPAQ, na forma longa. Os dados foram compilados no software Excel e analisados pelo programa SPSS versão 15.0, com posterior tratamento estatístico.
Resultados: Predomínio do sexo feminino (63,3%); maioria aposentada (24,8%) e procedente da capital (84,4%). A média de idade foi de 55,46 anos (±8,3). As variáveis: escolaridade, renda per capta e tempo de diagnóstico de HA apresentaram distribuição assimétrica (p<0,05), indicando que metade da amostra freqüentou a escola somente até o ensino fundamental completo, possuía renda per capita de até R$ 253,33 e diagnóstico de HA há mais de 10 anos. Com relação ao índice de massa corporal, 33% foram classificados como sobrepeso e 40,4% como obesidade, totalizando 73,4% da amostra com excesso de peso com média de IMC de 29,53 (±4,53). Quanto à análise do IPAQ, 43,1% foram classificados em um nível moderado de atividade física, seguido do nível baixo (42,7%)
Conclusão: É necessária a implantação de estratégias eficazes com vistas à redução de peso e adesão à prática de atividade física, já que esses indicadores de risco contribuem para o aparecimento de complicações advindas da HÁ.

 

Introdução
Entre os diversos indicadores de risco que se associam à etiologia das doenças crônicas não-transmissíveis destaca-se o estilo de vida sedentário. A prática de atividade física regular constitui, assim, um dos principais componentes na prevenção do crescimento da carga global de doenças crônicas. A atividade física constitui um dos principais pilares do tratamento não farmacológico de pacientes portadores de hipertensão arterial (HA), além de prolongar a longevidade e proteger contra o desenvolvimento de diversas outras doenças [1]. Dessa forma, conhecer o dados sociodemográficos de pessoas com HA e controlar os fatores de risco para agravos cardiovasculares, como o sedentarismo, possibilita a escolha de estratégias para melhorar a qualidade de vida da população e conter a ameaça mundial relacionada a esse problema de saúde pública.


Objetivos
Identificar o perfil sociodemográfico e a prevalência de excesso de peso e sedentarismo em pacientes portadores de HA em acompanhamento ambulatorial.


Metodologia
Estudo do tipo transversal desenvolvido em um ambulatório de referencia para hipertensão arterial. Amostra aleatória composta por 218 indivíduos com HA. Dados coletados de novembro/2007 a março/2008 com fonte do tipo primária, por meio de entrevista, observando-se os aspectos éticos. Os valores de Índice de Massa Corporal (IMC) foram classificados segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Para avaliação da atividade física utilizou-se o questionário e a classificação sugerida pelo International Physical Activity Questionnaire – IPAQ,na forma longa.Os dados foram compilados no software Excel e analisados pelo programa SPSS versão 15.0, com posterior tratamento estatístico.


Resultados
Predomínio do sexo feminino (63,3%); maioria aposentada (24,8%), procedente da capital (84,4%), de religião católica (72%), vivia com companheiro (62,8%), não importando o tipo de relação conjugal existente. A média de idade foi de 55,46 anos (±8,3). As variáveis: escolaridade, renda per capta e tempo de diagnóstico de HA apresentaram distribuição assimétrica (p<0,05), indicando que metade da amostra freqüentou a escola somente até o ensino fundamental completo, possuía renda per capita de até R$ 253,33 e diagnóstico de HA há mais de 10 anos. Com relação ao índice de massa corporal, 33% foram classificados como sobrepeso e 40,4% como obesidade, totalizando 73,4% da amostra com excesso de peso com média de IMC de 29,53 (±4,53). Quanto à análise do IPAQ, 43,1% foram classificados em um nível moderado de atividade física, seguido do nível baixo (42,7%).

Discussão
A maior presença feminina nos programas parece ser resultado de uma característica de gênero, acrescida das mudanças pelas quais as mulheres têm passado nos últimos anos, como o fato de acumularem funções profissionais e exercerem papel triplo de dona-de-casa, mãe e esposa, os quais parecem ter, comprovadamente, favorecido o aumento da incidência das doenças cardíacas em mulheres [2,3,4]. Quanto à escolaridade, estudos demonstram uma tendência na queda da pressão arterial e da proporção da hipertensão arterial, com o aumento da educação [4,5]. Tal como identificado no presente estudo, Feijão et al. (2005) concluíram que o aumento da prevalência de hipertensão arterial é diretamente proporcional ao aumento da massa corporal, de tal maneira que os indivíduos com sobrepeso e obesos apresentam uma prevalência 59% e 149%, respectivamente, maior do que os indivíduos com peso normal, o que sinaliza uma relação de causa e efeito entre essas duas variáveis. Em relação ao nível de atividade física, dados similares foram encontrados em outros estudos, os quais também avaliaram o nível de atividade física em portadores de hipertensão arterial, sendo detectada uma associação inversa entre a prática de atividade física e a prevalência de hipertensão arterial sistêmica [8]. No entanto, a avaliação de uma população tida como inativa fisicamente, deve ser vista com ponderação, pois uma limitação observada nos estudos é a de que a atividade física relaciona-se, com maior freqüência, às atividades realizadas no lazer. Exemplo disso é relatado por Gomes, Siqueira e Sichieri (2001) os quais realizaram estudo na cidade do Rio de Janeiro, com indivíduos acima de 12 anos, tomando como referência as atividades físicas desenvolvidas no tempo de lazer. Entre os homens, 59,8% referiram que nunca realizavam atividade física de lazer, enquanto entre as mulheres, este percentual foi de 77,8%, ocorrendo um importante aumento dessa prevalência, com o aumento da idade.

Conclusão
As condições desfavoráveis encontradas em pacientes com HA podem comprometer o tratamento e a prevenção de complicações por dificultar o acesso ao sistema de saúde, compreensão do problema e adesão ao tratamento. É necessária a implantação de estratégias eficazes com vistas à redução de peso e adesão à prática de atividade física, já que esses indicadores de risco contribuem para o aparecimento de complicações.

 

REFERÊNCIAS

  1. BADELL, L. C.; COTILLA, L. L.; CARMONA, J. R. La actividad física en la rehabilitación del paciente hipertenso. Propuesta de un sistema de ejercicios. Revista digital. Maio, 2005. ano 10, n. 84. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd84/hiperten.htm. Acesso em: 05/03/2008.
  2. LOPES, M. V. O.; ARAÙJO, T. L. Aspectos epidemiológicos de mulheres com angina pectoris. In: DASMASCENO, M.
  3. M. C.; ARAÚJO, T. L.; FERNADES, A. E. C. Transtornos vitais no fim do século XX: diabetes mellitus, distúrbios cardivasculares, câncer, AIDS, tuberculose e hanseníase. Fortaleza: Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura, 1999. pt. 2, cap. 7, p. 55-62.
  4. DANTAS, R. A. S.; COLOMBO, R. C. R.; AGUILLAR, O. M. Perfil de mulheres com infarto agudo do miocárdio segundo o modelo de “campo de saúde”. Rev. Latinoam. Enfermagem, v. 7, n. 3, p. 63-68, 1999.
  5. JARDIM, P. C. V. B.; GONDIM. M. R. P.; MONEGO, E. T.; MOREIRA, H. G.; VITORINO, P. V. O.; SOUZA, W. K. S. B.; SCALA, L. C. N. Hipertensão arterial e alguns fatores de risco em uma capital brasileira. Arq. Bras. Cardiol., v. 88, n..4. p. 452-457, 2007.
  6. PRESSUTO, J.; CARVALHO, E. C. Fatores de risco em indivíduos com hipertensão arterial. Rev. Latinoam. Enfermagem, v. 6, n. 1, p. 33-39, 1998.
  7. FEIJÃO, A. M. M.; GADELHA, F. V.; BEZERRA, A. A.; OLIVEIRA, A. M.; SILVA, M. S. S.; LIMA, J. W. O. Prevalência de excesso de peso e hipertensão arterial, em população urbana de baixa renda. Arq. Bras. Cardiol., v. 84, n. 1, p. 29-33, 2005.
  8. BARRETO, S. M.; PASSOS, V. M. A.; FIRMO, J. O. A.; GUERRA, H. L.; VIDIGAL, P. G.; COSTA, M. F. F. L. Hypertension and clustering of cardiovascular risk factors in a community in Southeast Brazil The Bambuí Health and Ageing Study. Arq. Bras. Cardiol., v. 77, n. 6, p. 576-581, 2001.
  9. CASTRO, R. A. A.; MONCAU, J. E. C.; MARCOPITO, L. F. Prevalência de hipertensão arterial sistêmica na cidade de Formiga, MG.Arq. Bras. Cardiol., v. 88, n. 3, p.334-339, 2007.
  10. GOMES, V. B.; SIQUEIRA, K. S.; SICHIERI, R. Atividade física em uma amostra probabilística da população do município do Rio de Janeiro. Cad. Saúde Pública, v. 17, n. 4, p. 969-976, 2001.


 

 

 



Publicación: Octubre 2011

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