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Prevenção e impacto Socio-Econômico da Cardiopatia Reumática na América Latina e Caribe.

Dr. Aloyzio Achutti

Apresentação em Mesa Redonda do XIII Congresso Mundial de Cardiologia
realizado na cidade do Rio de Janeiro, em 27 de abril de 1998,
da qual participaram também Dr. Porfírio Nordet e Dr. Edward L. Kaplan.

 

 

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Slide 1:
Reapresentação sob coordenação do Dr. Porfírio Nordet, no I Congresso Virtual de Cardiologia, sob coordenação geral do Dr. Florencio B. Garófalo, Argentina.
Dados organizados pelo Dr. Aloyzio Achutti, Porto Alegre, Brasil. Presidente do Conselho para Febre Reumática da Federação Mundial de Cardiologia.
Foram utilizados e adaptados dados do estudo "Global Burden of Disease" de autoria de Murray e Lopez e dados publicados pela Organização Panamericana da Saúde.

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Slide 2:
Um conceito básico precisa ser desde logo esclarecido. Trata-se de uma das unidades de medida do Impacto Global da Doença, chamado em inglês: DALY’s.
O Acróstico provém de Disability Adjusted Life Years, ou Anos Ajustados de Incapacidade que eqüivalem à soma dos Anos de Vida Perdidos por mortalidade precoce, mais os Anos Vividos com Incapacidade.
Esta medida está mais próxima do Impacto Global da Doença, por não somente medir o número de mortes ocorridos, mas de valorizar as mortes precoces e os anos de vida perdidos tanto por morte como por sofrimento e perda da qualidade de vida.
Trata-se de uma nova forma de medir a importância dos problemas de saúde, ainda com sua aplicação limitada e em fase de pesquisa e ajusta à realidade local e global.
Outro grande interesse desta metodologia é que parte de uma busca de consistência interna e global entre todos os problemas de saúde, mesmo onde não tenham sido ainda adequadamente medidos com base populacional. A busca da consistência ajuda a completar claros, assumindo sua falta até que medidas mais precisas venham a confirmar ou substituir aquelas que se propõe no presente momento.
Este conceito foi divulgado no Relatório sobre Desenvolvimento Mundial de 1993, do banco Mundial que versou sobre Investindo na Saúde.

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Slide 3:
Outro conceito que será utilizado conceito que precisa ser apresentado por ser usado como critério para reunião dos países em conjuntos é também utilizado pelo Banco Mundial em seus últimos relatórios anuais sobre o desenvolvimento.
Trata-se de uma classificação por critérios geo-econômicos, dividindo os países em 8 grandes grupos:
Dois são países isolados, cujo tamanho da população justifica seu tratamento em separado em paralelo aos demais grupos: China e Índia. Os dois juntos compõe um terço da população mundial
Os países de Economia de Mercado já consolidado, constituindo-se daqueles que tradicionalmente eram considerados como desenvolvidos.
Os países anteriormente classificados como Socialistas, de Economia Centralizada, atualmente em transição.
Os países do Crescente Mediterrâneo e Oriente Médio.
Os países da Africa Sub-Saariana
Os outros países da Ásia e Ilhas do Pacífico
e por fim, o grupo que nos interessa: América Latina e Caribe.

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Slide 4:
Conforme o Estudo de Christophel Murray e Allan Lopez para os anos em torno de 1990 estão representados no gráfico o número de mortes atribuíveis a Doença Reumática do Coração.
São quase 300 mil mortes no conjunto dos países em Desenvolvimento e quase 44 mil para os considerados como Desenvolvidos que reúnem os de Economia de Mercado e os Anteriormente Socialistas.
O maior número de mortes está consignado para a China, vindo logo a seguir, mas com menos da metade a Índia.
A América latina e o Caribe contam com o menor número de mortes, perto de 8 mil por ano, menos da metade do que está consignado para países de Economia de Mercado.

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Slide 5:
Relendo o mesmo cenário, agora sob a forma de taxas por 100 mil habitantes, se mantém a China ainda em primeiro lugar(14.3), o que deve ser interpretado como sendo lá o problema mais grave, não somente porque o número de habitantes é maior. A Índia passa agora a ter um coeficiente que é maior do que a metade do da China (8.2) e o dos países anteriormente do grupo Socialista aproximando-se muito deste último (7.2).
A América Latina e Caribe comparece com o penúltimo menor taxa (1.8), somente suplantado pelos outros países da Ásia e Ilhas do Pacífico (1.5).
Obviamente na discussão destes dados terá que se levar em consideração a qualidade dos registros, a dificuldade do diagnóstico da Doença Reumática do Coração, particularmente em países com menores condições técnicas e de acesso aos serviços de saúde e a competição com outras doenças que podem estar competindo quando é considerada uma única causa de morte para classificação dos eventos.

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Slide 6:
Com os dados do Estudo sobre o Impacto Global da Doença foi feito um exercício representado graficamente neste quadro.
Estão representados três cenários para o conjunto das populações da América Latina e do Caribe: de cada lado do que se assume como sendo a perda anual em DALYs (182 mil), foram colocadas na coluna 6 vezes maior as perdas que poderiam corresponder a esta população fossem da mesma importância daqueles encontrados na China, e na outra coluna, que corresponde a metade, o volume de DALYs aos quais ainda se pode chegar se o problema tiver a magnitude encontrada nos países de economia de mercado.
Este seria o caminho da Prevenção: Em nossa região o problema já estaria relativamente controlado na medida em que tem apenas uma sexta parte do que poderia ter considerando o encontrado nas piores condições do mundo atual. Poderia ainda ser reduzido a metade se as condições fossem comparáveis às encontradas nos países mais desenvolvidos.

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Slide 7:
Subdividindo o Impacto da Doença Reumática em seus dois componentes, teríamos para o mundo todo mais de 5.5 milhões de DALYs correspondendo a anos de vida perdidos e mais de meio milhão por anos de incapacidade. A América Latina e o Caribe encontram-se em posição relativamente privilegiada na medida em que contam somente com 16 mil DALYs por anos de vida perdidos e quase 20 mil por anos de incapacidade.

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Slide 8:
Considerando agora somente os países da Améica Latina e do Caribe forma computados cerca de quase 100 milhões de DALYs por ano por todas as causas, sendo o que cabe a todas as Doenças Cardiovasculares menos deo que 10% (7.809.000 DALYs).
No gráfico estão representados os sub-grupos de doenças que compõe o conjunto das Doenças Cardiovasculares. Comparecem ao lado da Doença Cardiovascular atribuível à Doença Reumática, a Doença Isquêmica do Coração, com um volume quase 20 vezes maior, tendo bastante próximo o da Doença Cerebro-vascular. As outras Doenças Inflamatórias do coração contariam com pouco mais do que o dobro

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Slide 9:
Aguda nos anos 1970-75, 1979-84, 1985-89 e 1989-95.
Fica evidente desde logo o esvaziamento progressivo das caselas com coeficientes mais elevados e no próximo quadro a migração para os coeficientes menores
De todos os países dos quais se dispõe de dados, exceto três (Honduras, Guyana e Panamá) tiveram migração em sentido inverso. Todos os demais ou ficaram na mesma categoria anterior ou migraram para caselas menos importantes.

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Slide 10:
Quadro para examinar as migrações observadas nos quatro períodos no que corresponde às taxas de mortalidade por Febre Reumática Aguda, onde dados são disponíveis para países da América.

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Slide 11:
O mesmo que foi apresentado nos dois quadros anteriores, pode-se agora ver para Cardiopatia Reumática Crônica. Esvaziamento progressivo dos coeficientes maiores e migração consistente, exceto para o Panamá, no sentido de redução dos coeficientes de mortalidade.

 

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Slide 12:
Quadro para ser examinado com o anterior, visando analisar a tendência de migração para coeficientes menores, agora com relação a Cardiopatia Reumática constituída.

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Slide 13:
Examinando as mortes por grupos etários registradas nas Américas como se atribuídas a Febre Reumática Aguda, de 1990 a 1995, encontram-se cerca de 600 casos por ano, 65% de países da América Latina, com predominância do sexo feminino.
A existência de uma importante proporção de casos rotulados como de Febre Reumática Aguda em grupos de idade média e mais velha, faz pensar que muitos destes casos podem ser de cardiopatia Reumática crônica e não de Febre Reumática Aguda.

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Slide 14:
Agora os casos de Cardiopatia Reumática crônica correspondem a um volume mais de dez vezes maior (10.000 casos por ano), 44% correspondendo à América Latina, uma proporção ainda mais marcada de mulheres e uma precocidade maior nas mortes consignadas para países latinos.

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img016.gif (11485 bytes)Slide 15:
Conclusões:
Embora Febre Reumática seja o menor dos problemas do grupo das Doenças Cardiovasculares, segue sendo importância significativa em todo o mundo incluindo-se América Latina e Caribe.
Embora a região tenha uma posição relativamente privilegiada com relação a outras regiões do mundo, o problema poderia ser reduzido ainda mais, no mínimo a metade de sua importância atual.
Taxas de mortalidade por Febre Reumática Aguda e Cardiopatia Reumática Crônica registradas nas últimas três décadas indicam uma progressiva redução do problema na região.
Um esforço adicional é necessário para melhorar as informações epidemiológicas, inclusive para avaliar a consistência dos dados produzidos pelo estudo sobre o Impacto Global das Doenças.

 

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08/24/99